Por Nelson Palma*

Festejamos nosso 20º encontro da família e 8º do Memorial, em Ponta Grossa – PR, onde mora nossa irmã Maria com seu marido Fábio, seus filhos, noras e netos, além de agregar uma gama de amigos e famílias que congregam pelos mesmos princípios.

O local da festa, não poderia haver espaço melhor. O evento aconteceu no Centro de Formação Nossa Senhora da Paz, local já conhecido e querido pela família. Um hotel fazenda, assim por afinidade vou chamar, que produzia nosso jeito de ser com na maior perfeição. Tema “Divina Itália”, uma homenagem às origens italianas da família, resgatando a história da imigração, os costumes e a herança cultural que atravessam gerações.

A festa foi organizada e patrocinada por Larissa e Vania, respectivamente neta e nora da Maria. Tudo foi impecável. Os dias 30, 31 de janeiro e Iº de fevereiro foram de repleta programação. Nada faltou na pauta, desde o histórico, passando pelo presente e analisando o futuro, para entendermos como será para nossos neto e bisnetos no porvir deste mundo maravilhoso chamado TERRA, que passa por transformações tão desconhecidas que não nos permitem uma análise ou hipótese que produze tese satisfatória.

A presença da imprensa sempre teve especial participação em nossas festas e desta vez foi a TVCI, canal 18.1 que levou para “nosso mundão de Deus”, a divulgação de quem somos, donde viemos e por quê viemos para o Brasil.

De onde viemos? Vêneto Itália, com um histórico de 400 anos. Ascendemos de nossos bisavós Andrea (André) Palma e Domenica Squivo e Benedeto Antônio Casela e Stela Maria Garbuio. Na sucessão já no Brasil descendemos de Ernesto Palma e Romilda Casela , José Belusso e Ana Filipin, nossos avós. Assim chagamos aos nossos pais, Amelio Palma e Angela Catharina Belusso, com descendência direta somos nós, os dez irmãos idealizadores do Memorial.

Por que viemos? Com a unificação da Itália 1861, decorrente de dez anos de guerra de Vitorio Emanuelle contra os demais reinos que dominavam a península itálica. Com miséria e a consequente fome, tornou-se impossível todos viverem no novo país ITÁLIA. Com acordo emigratórios e imigratório ente o Rei da Itália Vitorio Emanuelle II, Rei da Sardegna Piemonte e Dom Pedro II, imperador do Brasil, vieram milhões de imigrantes para cá, donde veio nossa família, assim explicando também por que viemos.

Povoamos grande parte do Brasil e produzimos muito para o bem de todos e para a nossa sobrevivência. Deste o início da imigração italiana, que começou pelo Estado do Espírito Santo, até hoje soma 35 milhões de Brasileiros descendentes da imigração e só de nossa família 8 mil. Nós, os dez irmãos somamos 165 primos e 18 tios. Um fato notável: não temos histórico de delinquentes em nossa família, considerando o abrangente número de descendentes.

Finalizando o histórico do evento, nos resta a dizer, que foi maravilhoso em todos os aspectos, a programação preencheu todos os espaços dando oportunidade de vivenciarmos os mais diversos gostos, entre eles trazendo as raízes. O gerador de qualquer assunto, o maior número começa sempre pela nossa origem.

Nossos parabéns e agradecimentos às organizadoras Larissa e Vânia, pela beleza da festa e pela capacidade de superarem qualquer percalço no anterior a festa. A força a coragem e a fé sempre nos surpreendem positivamente na decorrência de qualquer problema. Vocês construíram uma marca forte em nosso memorial. A nossa irmã Maria, obrigado pelo empenho em nos receber.

*Nelson Palma, primogênito entre os dez irmãos.

Vamos às Fotos

Fotos: Larissa

Nossas fotos testemunham a grandiosidade da festa. Em verdade o forte de “leitura” hoje são as fotos. Poucos leitores gostam de ler e outro tanto não sabe interpretar, analisando a linguagem estrutural, tema, simbolismo, crítica social, tom e etc. Se não souberem, não saberão mapear o tema para poder entender. Então no máximo leem o título e olham as fotos. Desculpas se estou exagerando, mas o que me parece é que estamos vivendo no futuro, que nos indica “uma paranoia” de não necessitar saber. Há pouco tempo seria raciocinar pelo absurdo falando desta forma, mas, enfim não dá mais para viver somente no passado. Vamos ter que nos adaptar ao porvir… que já veio, não é?

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