O Eco: um retrato histórico da Vila do Abraão em uma época em que quase tudo se perde na velocidade das redes sociais, guardar jornais impressos tornou-se uma forma valiosa de preservar a memória cultural. Há 24 anos, Atácio Medeiros mantém guardados exemplares do jornal O Eco, publicação que marcou a história da Vila do Abraão, em Ilha Grande, e que hoje já não existe mais. Entre as páginas preservadas estão matérias, fotografias e registros dos desenhos produzidos por Atácio durante sua participação na VIII Mostra de Humor Ecológico, evento que reuniu importantes nomes do cartunismo brasileiro, entre eles o inesquecível Ziraldo, referência nacional da arte e da literatura. Os desenhos também foram publicados no II Almanaque Ecológico de Ilha Grande, reforçando a relevância cultural daquele momento para a região. Mais do que um simples jornal, O Eco foi durante anos uma importante voz cultural e informativa da Vila do Abraão. Suas páginas registravam acontecimentos locais, iniciativas ambientais e manifestações artísticas. Hoje, os exemplares se transformaram em documentos históricos capazes de contar às novas gerações como era o cotidiano da comunidade naquele período. A atitude de guardar jornais impressos vai muito além do colecionismo. Trata-se de preservar histórias, memórias e acontecimentos que poderiam facilmente desaparecer com o tempo. Em cada fotografia e em cada página arquivada existe um pedaço da trajetória cultural de Ilha Grande.

O fim do jornal O Eco deixou saudades em muitos moradores e admiradores da cultura local, mas seus registros continuam vivos graças à preservação feita por pessoas como Atácio Medeiros. Em tempos digitais, conservar jornais impressos é também manter viva a memória de uma comunidade e de sua história.

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