1º Casa na Localidade de Coração SC: Riciotti Cazella. (Localizada ao lado esquerdo da Igreja, próxima ao Rio Coração). Foto da Família Cazella.
O nome deste povoado tem sua origem histórica, na primeira impressão captada através dos desbravadores, no caminho que o leito do rio fazia ao cruzar a terra. Inicialmente seu trajeto realizava um contorno em formato de coração.
Imigrantes italianos iniciaram a colonização no início dos anos 20. Procurando terras férteis, chegaram a este local, influenciados pelo genro Vitório Roman, que já havia se fixado em Vargem Bonita por volta de 1922, e para explorarem melhor a região, Benedetto Antonio (Casella) Lorenzato, Jorge Casella e Ricardo Baccin. Abriram uma pequena clareira na mata e montaram um rústico acampamento. Poucos dias se passaram, acabaram-se os mantimentos e retornaram ao local de origem, Guaporé, Rio Grande do Sul.

Um pouco antes da Revolução de 23, Benedetto Antonio (Casella) Lorenzato e esposa Stella Maria Garbuio, e os filhos Francisco, Araone, Jorge, Teolinda com o esposo Ricardo Baccin, Lucinda e Riciotti Rodolfo, a filha Sara com o esposo Ernesto Manfé, retornaram efinitivamente para desbravar o local. Vieram também os sobrinhos de Benedetto Antonio (Casella) Lorenzato, Filhos de Luigi Napoleone Lorenzato: Guido, (em seguida) Rafael, Alexandre, Vitório, Francisco , Catarina (Catina) e o genro Pedro Gnoatto (Fugin). Em 1931 José (filho de Guigo) também estabeleceu-se no Coração.
Benedetto Antonio (Casella) Lorenzato, nascido em Montebelluna, Treviso, em 11 de ovembro de 1852, faleceu em Coração em 1936. Na Itália Benedetto foi seminarista. Seu espírito aventureiro, pioneiro e desbravador o fez procurar as terras da América. Primeiro Alfredo Chaves, Guaporé e Coração.
Em Coração adquiriram 45 alqueires de terra por família, pagos como cultivo e venda de alfafa. Construíram e cobriram as primeiras casas com tábuas de pinheiro lascadas.
Benedetto Antonio Casella e Ernesto Manfé, abriram a 1º estrada para a Villa Iracema, para trânsito de carroças. Hospedava os sacerdotes nas visitas às comunidades. Puxava o terço na Capela, entoava cantos, ensinava doutrina cristã às crianças e na falta de padres, encomendava os mortos.
Em 1928 construíram em madeira roliça e lascada o 1º local de orações, passando a funcionar também 2 escola, nas mesmas dependências, tendo como Professor o Sr. Vanderlei

Fonte: Grupo de facebook
TEMPOS do CORAÇÃO – Nossas Raíes.
Comentário de Nelson Palma
As fotos marcam as dificuldades de sobrevivência dos imigrantes e o garbo preservado de sua origem.
A bisnona, Stela Maria Garbuio, descende da nobreza ligada à agricultura. O Bisnono, Benedeto Antonio Casela era contadinho, trabalhava na agricultura. Sabemos que ele estudou com apoio da família da bisnona e como o amor é lindo e desconhece status, casaram-se. Da junção da Família Casela e da família do bisnono Andrea Palma e Domenica Schivo, já somam 8 mil descendentes e não temos histórico de que alguém não tenha vencido na difícil vida dos imigrantes. Só na minha geração, por exemplo, temos 165 primos e nós somos 10 irmãos, muitos na linha dos octogenários, todos vivos e bem na vida. Possivelmente sejamos até uma exceção. Imaginem como deve ser nosso genoma, nesta mistura toda. Ma come Dio vede e Dio provede, gà giutà sempre la nostra fameia. Perdão, mas tenho sempre que dar um pitaco em vêneto. Raízes são raízes.






